Recuperação sustentada da economia angolana
O PIB angolano teve um forte aumento em 2024 para 4,5%, prevendo-se um crescimento contínuo para 2025 e anos seguintes, apesar dos choques das tarifas e da descida do preço do petróleo. O Banco Nacional de Angola (BNA) tem incentivado a estabilidade da moeda, apoiada por reservas de divisas saudáveis, que representam 37% da dívida externa. Embora a dívida continue elevada, prevê-se que diminua para 46,8% do PIB no segundo semestre de 2025, sendo as receitas do petróleo suficientes para cobrir os custos da operação financeira. O governo angolano financiou uma exigência de valor de cobertura adicional de 200M de USD durante a incerteza no início do ano. A inflação está a descer, graças à estabilidade da moeda, e poderá conduzir a um ciclo de flexibilização das taxas de juro a partir do final de 2025.
Forte crescimento dos clientes e potencial de crédito
O BAI tem sido bem-sucedido na expansão do seu alcance, com um crescimento médio de 27%/ano nos canais de distribuição desde o AF20. Isto ajudou a empresa a mais do que duplicar os seus clientes activos para 2,7M até ao 1.º sem. de 2025. No conjunto, o BAI aumentou o rácio de empréstimos e depósitos de 18,6% no AF23 para 25,3% no AF24. Para o BAI Angola, o aumento foi mais impressionante: de 12,6% no AF23 para 24,5% no 1.º sem. de 2025. A qualidade do crédito manteve-se saudável, apesar do aumento do crescimento.
A estratégia da BODIVA oferece potencial para o BAI
A bolsa de valores angolana aumentou a capitalização bolsista para 15,6% do PIB em 2024 e tem por objectivo atingir 50% nos próximos cinco anos, com o apoio do lançamento da Bolsa de Mercadorias, do Mercado de Derivados e de uma reserva de ofertas públicas iniciais (OPI). O BAI, enquanto maior empresa cotada na bolsa, deverá beneficiar do aumento de volume e liquidez que a estratégia da BODIVA poderá proporcionar.
Forte desempenho do preço das acções
O preço das acções do BAI subiu 48% no ano até à data, para Kz 83 000/acção, superando largamente os seus pares locais e regionais. A sua rendibilidade do capital próprio médio (RoAE) de 26,4% (26% para o grupo de pares), com base nas suas finanças consolidadas, compara-se com um múltiplo preço/valor contabilístico de 1,7x (grupo de pares: 1.4x).
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